

17 de maio de 1588

17 de maio de 1973

17 de maio de 1997

17 de maio de 2008
No dia 17 de maio de 2008 morria, em Salvador, Zélia Gattai Amado, escritora e fotógrafa e esposa durante 56 anos do também escritor Jorge Amado. Nascida em São Paulo, no dia 2 de julho de 1916, Zélia é filha de imigrantes italianos e, desde pequena, participava com a família do movimento político-operário anarquista. Com 20 anos, se casou com Aldo Veiga, relacionamento que durou oito anos e do qual nasceu Luís Carlos. Em 1945, Zélia conheceu Jorge Amado quando ambos trabalhavam em um movimento pela anistia dos presos políticos. Ele se casaram pouco meses depois e Zélia sempre trabalhou com o marido, ajudando-o na revisão e também passando a limpo seus manuscritos.
Em 1946, Jorge Amado foi eleito deputado e o casal se mudou para o Rio de Janeiro, onde nasceu João Jorge, em 1947. No ano seguinte, o Partido Comunista foi proibido no Brasil, e a família teve que deixar o Brasil. Eles viveram três anos em Paris, depois foram para a Checoslováquia, onde nasceu Paloma. Neste país, Zélia também começou a se interessar pela fotográfica. Suas fotos desta época registram momentos históricos da carreira do seu marido. Em 1963, a família retornou ao Brasil e foi morar em Salvador. Aos 63 anos, Zélia começou a escrever suas memórias. Seu primeiro livro, “Anarquistas, graças a Deus” (1979) foi sucesso de vendas. Em 2001, ano da morte de Jorge Amado, Zélia foi eleita para a Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira que pertencia ao seu marido. Ela morreu em 2008 após complicações por conta da retirada de um tumor no intestino.

