MAIO 17
17 de MAIO de 2012
Cristiano IV é eleito paralelamente rei da Dinamarca e da Noruega

Cristiano IV é eleito paralelamente rei da Dinamarca e da Noruega

17 de maio de 1588

Foi um dos principais heróis militares de seu país. Destacou-se por sua personalidade resolvida, impetuosa e ambiciosa. Participou de duas guerras contra a Suécia e da Guerra dos Trinta Anos, com resultados negativos. Como rei, estimulou reformas administrativas e militares e apoiou o mercantilismo na Dinamarca, colocando os alicerces de um império colonial. Fundou um grande número de povoados e cidades, muitos dos quais foram nomeados em sua homenagem, na Dinamarca: Christianshavn, Christianstad e Christianopel. Cristiânia (atual Oslo, fundada novamente depois da cidade velha ter sido destruída por um incêndio), Christianssand e Konningsberg, na Noruega: Gluckstadt (fundada como rival de Hamburgo) em Holstein, e Kobbermolle
Formada a comissão investigadora do caso Watergate

Formada a comissão investigadora do caso Watergate

17 de maio de 1973

Watergate foi o escândalo político que envolveu a revelação de atividades ilegais por parte da administração republicana do presidente norte-americano Richard Nixon durante a campanha eleitoral de 1972. O caso é considerado um dos mais repercutidos da história política dos Estados Unidos. O escândalo começou durante a noite de 17 de junho de 1972, quando Bernard Barker, Virgilio González, Eugenio Martínez, James W. McCord, Jr. e Frank Sturgis foram presos no prédio do hotel Watergate, na sede do comitê eleitoral do Partido Democrata, o principal partido opositor. Pretendiam instalar microfones e câmaras para fazer escutas clandestinas. Todos eles (menos McCord) eram agentes da CIA. Quando o escândalo parecia cair no esquecimento, Bob Woodward e Carl Bernstein, dois jornalistas do The Washington Post, revelaram detalhes do assunto e acusaram o presidente de tratar de congelar as investigações. Os jornalistas foram "guiados" por um misterioso personagem, batizado de "garganta profunda", que levou os repórteres a descobrirem o caso de espionagem no que estavam implicadas as mais altas instâncias do Estado e foi um marco na investigação jornalística. Ante a evidência de espionagem, em 17 de maio de 1973 foi formada uma comissão investigadora. A partir de então, e durante dois anos, foram surgindo cada vez mais elementos que comprometiam a atuação de Nixon. Ainda que no princípio ele tenha se defendido negando ter conhecimento do fato, finalmente admitiu as acusações. O Presidente e seu vice-presidente, Spiro Agnew, foram reeleitos, mas o escândalo não parou. Em 24 de julho de 1974 a Corte Suprema acusou Nixon de "obstruir as investigações judiciais", "abuso de poder", "ultraje ao Congresso" e de haver utilizado a CIA e o FBI com fins políticos. Finalmente Nixon renunciou ao seu cargo em 8 de agosto desse ano.
Laurent Kabila assume a presidência da República Democrática do Congo

Laurent Kabila assume a presidência da República Democrática do Congo

17 de maio de 1997

Laurent Kabila foi um político congolês, presidente da República Democrática do Congo entre 17 de maio de 1997 e o ano de 2001. Nasceu em 27 de novembro na região de Kananga. Realizou seus estudos na França e começou a participar na atividade política quando em 1960 o Congo Belga conquistou sua independência e se transformou na República Democrática do Congo. Em 1965 ocorreu um golpe de estado contra o então presidente Joseph Kasavubu e foi instaurada a ditadura do militar congolês Mobutu Sese Seko. Ante estes acontecimentos, Kabila foi se aliando às guerrilhas, que também tinham como objetivo a queda de Mobutu. A rebelião final começou a ser concebida em outubro de 1996 e culminou abril de 1997 quando suas tropas tomaram Kinshasa, a maior cidade da República do Congo. A partir destes acontecimentos Mobutu fugiu para o exílio em Marrocos. Ante o vazio de poder, Kabila se converteu no máximo dirigente do Estado.

Morre a escritora Zélia Gattai Amado

17 de maio de 2008

No dia 17 de maio de 2008 morria, em Salvador, Zélia Gattai Amado, escritora e fotógrafa e esposa durante 56 anos do também escritor Jorge Amado. Nascida em São Paulo, no dia 2 de julho de 1916, Zélia é filha de imigrantes italianos e, desde pequena, participava com a família do movimento político-operário anarquista. Com 20 anos, se casou com Aldo Veiga, relacionamento que durou oito anos e do qual nasceu Luís Carlos. Em 1945, Zélia conheceu Jorge Amado quando ambos trabalhavam em um movimento pela anistia dos presos políticos. Ele se casaram pouco meses depois e Zélia sempre trabalhou com o marido, ajudando-o na revisão e também passando a limpo seus manuscritos.

Em 1946, Jorge Amado foi eleito deputado e o casal se  mudou para o Rio de Janeiro, onde nasceu João Jorge, em 1947. No ano seguinte, o Partido Comunista foi proibido no Brasil, e a família teve que deixar o Brasil. Eles viveram três anos em Paris, depois foram para a Checoslováquia, onde nasceu Paloma. Neste país, Zélia também começou a se interessar pela fotográfica. Suas fotos desta época registram momentos históricos da carreira do seu marido. Em 1963, a família retornou ao Brasil e foi morar em Salvador. Aos 63 anos, Zélia começou a escrever suas memórias. Seu primeiro livro, “Anarquistas, graças a Deus” (1979) foi sucesso de vendas. Em 2001, ano da morte de Jorge Amado, Zélia foi eleita para a Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira que pertencia ao seu marido. Ela morreu em 2008 após complicações por conta da retirada de um tumor no intestino.

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