Canadá


Nome Oficial
Canadá
Habitantes
Canadenses
Capital:
Otawa
Língua Oficial
Inglês e Francês. Fala-se outros 65 dialetos locais
População
34.124.781 (est. 2010)
Presidente
Johnston Stephen Harper
Prefixo internacional
001
Fuso horário
UTC -3,5 a – 8 com mudanças de horário no Verão
Moeda
Dólar Canadense
Outros grandes centros urbanos
Toronto, Montreal, Vancouver, Calgary, Edmonton, Quebec y Winnipeg.
superfície
9.984.670 Km2
Geografia e clima
O Canadá é o segundo maior país do planeta em extensão. Em consequência, seu território possui uma enorme variedade de climas e ecossistemas
Economia
O Canadá é uma economia capitalista de alto desenvolvimento.
O que vestir
dicas
Feriados nacionais: Terceira Segunda-feira de Maio, 24 de Junho, 01 de Julho, primeira Segunda-feira de Setembro e segunda Segunda-feira de Outubro.
Locais essenciais
Ottawa - L'Anse aux Meadows - Quebec -Toronto - Montreal


 
  
 
 
 

Dos esquimós à prosperidade

Situado no extremo norte do continente americano, o Canadá é um país que nasceu sob as sombras dos Estados Unidos, Inglaterra e França. Seu território foi ponte de migrações pré-históricas e hoje abriga um país moderno e próspero.

A PRÉ-HISTÓRIA



De acordo com estudos arqueológicos, estima-se que as primeiras migrações que povoaram a América percorreram o território canadense há 26.500 anos. Os primeiros habitantes da região pertenciam a diversos povos da Sibéria que chegaram ao Canadá através do Estreito de Bering, e pouco depois, chegaram os últimos povos Inuit (esquimós) provenientes da Ásia.

Atualmente é possível encontrar na região Ártica, os habitantes esquimós que há milhares de anos habitam as eternas geleiras do Pólo Sul.
 



DESCOBRIMENTO DAS TERRAS CANADENSES: INGLESES E FRANCESES


A colonização européia do Canadá começou a partir do ano 1.000, quando uma expedição viking comandada por Leif Eriksson estabeleceu uma colônia Leifbundir em L’Anse aux Meadous, na ilha de Terra Nova, a qual batizou como “Vinland” ou terra das videiras. A colônia foi abandonada pouco tempo depois, devido a hostilidade dos nativos e ausência de estímulos comerciais.

Foi então que, enquanto buscavam um novo caminho para alcançar o Oriente, exploradores franceses e ingleses percorreram as águas da América do Norte. Eles construíram um importante número de postos. Os franceses ao longo do Rio Lawrence, Great Lakes e Mississippi e os ingleses ao redor de Hudson Bay e ao longo do litoral Atlântico. Em 1497, o Canadá foi explorado pelo italiano João Gaboto durante uma missão da Coroa Inglesa e em 1534 pelo explorador francês Jacques Cartier, que também percorreu o litoral canadense. As tres viagens de Cartier tiveram como objetivo principal encontrar uma nova rota para Cathay, navegando rumo ao ocidente. Cartier fracassou em seu objetivo porém, já na segunda vigem, distinguiu-se como o primeiro explorador do Canadá a subir o rio São Lourenço até o posto de Montreal.

Na terceira expedição, Cartier preparou-se ante a necessidade de colonizar o território, levando consigo vinte trabalhadores de confiança. Apesar de ser a primeira tentativa de colonização, a empreitada durou pouco: a decepção de não encontrar um caminho para a China nem jazidas de ouro, limitou a investida e desencorajou a tentativa colonialista. A partir de então e até o final do século XVI, somente pescadores e traficantes de peles se aventurariam novamente por aquelas terras distantes.
Os primeiros assentamentos permanentes em território canadense foram Port Royal e Quebec, fundados pelo francês Samuel de Champlin em 1605 e 1608, respectivamente. Durante o século XVII, os franceses tiveram que enfrentar o ataque das tribos iroquesas cobiçadas por ingleses e holandeses, que desejavam enfraquecer a presença gala no Canadá e dominar o comércio de peles na região.



A COLONIZAÇÃO: DISPUTA ENTRE DUAS COROAS


Em 1610, os britânicos fundaram uma série de assentamentos em Terra Nova e começaram o processo de colonização em direção ao sul. Entre 1689 e 1763, os franceses e os ingleses enfrentaram-se pelo controle dos territórios na América do Norte. A assinatura do Tratado de Paris em 1763, pôs fim à Guerra dos Sete Anos entre a França e Inglaterra obrigou os primeiros a ceder as terras do Canadá. Mas a transição da colônia não foi isenta de problemas e tensões com os novos governantes. Em 1774, a Coroa Inglesa teve que dar um estatuto especial à comunidade de Quebec que lhes permitisse praticar a fé católica e conservar seu idioma original.

A partir da independência dos Estados Unidos, o Canadá recebeu uns 50.000 ingleses que migraram para a nova nação e que em 1812 foram a base principal das forças armadas britânicas quando ocorreu a Guerra Anglo Norte Americana. Através de tratados com as tribos aborígenes, os colonos estabeleceram-se principalmente na região hoje conhecida como Ontário.

A influência da revolução norte americana foi sentida em 1837, quando estouraram uma série de rebeliões de crioulos canadenses, liderados por Louis Joseph Papineu no Baixo Canadá e William Lyon Mc Kenzie King, no Alto Canadá. Apesar das revoltas haverem sido aplacadas, os ingleses foram obrigados a conceder uma representação parlamentária aos canadenses na câmara baixa do parlamento em Londres e outros direitos contidos no Ato da União de 1840.



RUMO À INDEPENDÊNCIA


Nos anos seguintes o governo colonial dedicou-se à consolidação de seu domínio sobre os territórios habitados pelas tribos mais hostis, como era o caso dos “meti” e na exploração das regiões mais remotas do imenso território canadense. Este processo permitiu que incorporassem novos territórios de cultivo e a exploração de diversos recursos minerais encontrados. A properidade atraiu milhões de imigrantes originários da Europa e contingentes menores da Ásia.

Diferentemente dos Estados Unidos, que lutaram por sua liberdade, o Canadá evoluiu de uma forma pacífica. Através de um tratado assinado pela Rainha Vitória, o Canadá transformou-se numa federação com governo independente em 1867. Atualmente os canadenses celebram o Dia da Rainha Vitória na terceira Segunda-feira de Maio, em reconhecimento e comemoração a monarca que por mais tempo governou o Império Britânico (1837-1901).

Em 1914 o Canadá viu-se envolvido na Primeira Guerra Mundial enviando 628.000 soldados aos regimentos da Comunidade que combateram junto aos britânicos. Em 1917, as notícias sobre o massacre no fronte de combate europeu provocou uma reação na população canadense, que começou a desertar massivamente quando o governo local impôs o recrutamento forçado para cobrir as numerosas baixas que a guerra produzia nas trincheiras. Apesar dos protestos, o Canadá enviou generosamente suas tropas ao combate e dando a vida de 60.000 soldados.

Em 1929, o Reino Unido reconheceu o direito canadense de decidir sua política interna e externa durante a Conferência Imperial. Em 11 de Dezembro de 1931 a Grã-Bretanha divulgou o Estatuto de Westminster, através do qual outorgava a independência ao Canadá, apesar da medida que transformava as ex-colônias em parceiros políticos e econômicos de Londres pela sua adesão ao Commonwealth.

Em 1939 o Canadá voltou a entrar em guerra para apoiar a Grã-Bretanha, desta vez para enfrentar o Eixo formado pela Alemanha, Japão e Itália. Ao longo da guerra, 42.000 canadenses lutaram em todas as frentes. A vitória aliada permitiu ao Canadá ocupar um lugar central na sociedade das nações e integrar-se a sociedade militar e econômica do ocidente no momento da eclosão da Guerra Fria, em 1949. Neste ano, a Terra Nova, território que havia permanecido como entidade separada durante o processo de autononia das ex-colônias britânicas da América do Norte, uniu-se ao Canadá.



PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO


Durante o pós-guerra, o Canadá avançou consideravelmente no processo de industrialização, que fora inciado com as guerras mundiais, até transformar-se numa das mais poderosas economias do mundo. A combinação de imensos recursos naturais e um moderno sistema produtivo trouxe a oportunidade da implementação de planos de distribuição de riqueza e introdução de reformas sociais progressistas. Este processo não foi totalmente isento de problemas, especialmente pela presença de grupos indígenas que ainda reivindicam o reconhecimento de seus direitos de propriedade, além de alguns grupos separatistas da província de Quebec, que desde 1968 exigem a criação de um estado próprio na parte francesa do Canadá. Em 1980, um referendo foi realizado em Quebec para decidir sobre a questão separatista. A recusa em separar-se do Canadá manifestou-se em 60% dos votos.

Em 1982, o processo da reforma constitucional culminou com a assinatura do Ato da Constituição do Canadá. Segundo a nova lei, o Ato da América do Norte Britânica de 1867 e suas várias emendas transformou-se na Lei de Constituição 1867-1982. A Constituição, sua Carta de Direitos e Liberdades e sua fórmula de emenda geral, redefiniu os poderes do governo, reforçou a equidade de mulheres e homens e protegeu o direito dos indivíduos e grupos etno-culturais. Dois esforços maiores ainda foram feitos para reformar o sistema constitucional: o Acordo de Meech Lake, de 1987 (não implementado pela falta de consentimento do total das províncias) e o Acorde de Chalottetown, de 1991. O Acordo de Chalottetown haveria reformado o Senado, protegido o princípio de auto-governo Aborígene e realizado outras mudanças de menor porte na Constituição. Foi rejeitada pelos canadenses em um referendo nacional ocorrido em 26 de Outubro de 1992. O Parlamento do Canadá. O Parlamento Canadense aprovou desde então um projeto de lei, em 1996, garantindo que mudanças na Constituição somente poderão ser feitas com aprovação das 5 grandes províncias. Menos de um mês após o referendo de Quebec em 1995, o Parlamento aprovou uma resolução reconhecendo Quebec como uma sociedade distinta no Canadá.

Em 1994, a economia canadense integrou-se às dos Estados Unidos e México através da NAFTA, um acorde de livre comércio que incrementou o intercâmbio comercial na América do Norte.

O Canadá atravessa o presente com grande estabilidade e um sistema político sólido, o que se reflete no cenário social e índices de crescimento estáveis mantidos por décadas.



Dos esquimós à prosperidade"
 




5000 A.C - 1000 A.C
999 A.C - 500 D.C
501 D.C - 1450 D.C
1451 D.C - 1780 D.C
1781 D.C - 1900 D.C
1901 D.C - 1950 D.C
1951 D.C - Atualidade
 
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