
PANAMÁ: O CENTRO DA TERRA
“Não posso expressar meu contentamento e admiração que senti quando soube que o Panamá, o centro do Universo, é separado por ele mesmo, e livre por seu próprio poder. O Ato de Independência do Panamá é o documento mais glorioso que a história pode dar a qualquer território americano.” SIMON BOLIVAR, 1 de Fevereiro de 1822.
A PRÉ-HISTÓRIA
A região do Panamá foi povoada por grupos aborígenes pelo menos desde o ano 3000 AC. Algumas hipóteses indicam que existem rastros da presença de grupos humanos no mínimo, há onze mil anos. Existem sete grupos indígenas atualmente que originam das tribos aborígenes que habitam a região a milênios: os ngöbes, o maior grupo; os guaymies, bugles, tiribies e tules. Todos eles falam idiomas com estruturas comuns ao chibchense. A pré-história da população do istmo do Panamá pode ser dividida em quatro etapas de desenvolvimento econômico: caça, coleta e pesca (de 10.000 a 3.000 AC); formação da agricultura (3.000 a 1.500 AC); agricultura (1.500 a 300 AC) e finalmente a extensão da agricultura (300 AC até a conquista).
Quando os espanhóis chegaram, a região do istmo do Panamá era habitada por cerca de um milhão de habitantes, organizados política e militarmente em grandes chefias de base teocrática, uma nobreza sacerdotal com diversas camadas sociais: nobres, militares, sacerdotes, povo e escravos.
O explorador espanhol Rodrigo de Bastidas avistou as costas caribenhas do Panamá em 1501 e as percorreu em missão de reconhecimento.
O PERÍODO COLONIAL
Colombo chegou à região durante sua quarta viagem e a denominou como Porto Belo em seu diário. Em 1510 a colonização européia começou a instalar-se na cidade de Santa Maria de Darien e tres anos depois, o avançado Vasco Núñez de Balboa chegou ao litoral do Pacífico na região costeira ocidental do território panamenho. Em 1524, a cidade de Darién foi assolada pelos indígenas, pouco depois do poder espanhol ter mudado a cidade do Panamá.
Por tratar-se do ponto de embarque das riquezas americanas em rumo à Europa, a cidade foi alvo de diversos ataques dos corsários e piratas. Em 1671, o inglês Henry Morgan ocupou e saqueou a cidade do Panamá.
Durante o século XVII, as tribos kunas puseram em perigo a conquista espanhola, liderando lutas sangrentas na região de Darién. Ajudaram os piratas, escondendo os mesmos dos espanhóis, e receberam deles apoio em sua luta. Os espanhoís, por seu lado, contaram com o apoio de uma tribo inimiga dos kunas, os índios chocoes, oriundos da Colômbia. Espanhóis, chocoes e negros executaram as ordens da coroa espanhola para reduzir ou aniquilar os kunas.
A INDEPENDÊNCIA E A ENTRADA À GRANDE COLÔMBIA
O dia 10 de Novembro de 1821 marcou o começo do processo independista liderado por Rufina Alfaro. Em 28 de Novembro, o Panamá declarou-se emancipado da Espanha e poucos meses depois, tropas reais assinaram um acordo com as novas autoridades para abandonar o território. Para tratar de preservar sua independência, os cidadãos panamenhos uniram-se à Gran Colômbia, a nação que Simón Bolívar havia formado unindo os territórios da Venezuela, Equador, Panamá e Colômbia.
Em 26 de Setembro de 1830, quando a Grande Colômbia se desintegrou em consequência das tensões entre as diferentes regiões que a compunham, o Panamá tentou conseguir sua autonomia da Colômbia. A oportunidade foi destruída pela oposição do general José de Fabrega. Outro movimento independista, encabeçada pelo general Juan Elgidio Alzuru, tentou a separação em Julho de 1831, porém a intervenção do exército colombiano devolveu ao Panamá à órbita de Bogotá um mes mais tarde. O general Tomás Herrera proclamou o Estado Livre do Istmo em 1840 e conseguiu o reconhecimento dos Estados Unidos e Costa Rica, mesmo tendo desistido um ano mais tarde, diante da pressão política e militar exercida pela Colômbia. Em 1858 os panamenhos tentaram ditar leis que ampliavam sua autonomia com relação ao governo central colombiano, porém a guerra civil derrotou a tentativa.
Em 15 de Abril de 1858 uma série de distúrbios desataram a partir de um incidente mínimo, quando um cidadão americano negou-se a pagar por um pedaço de melancia que havia pego de um local de um vendedor panamenho. Nos dias seguintes, os distúrbios entre os locais e os norte americanos que trabalhavam na construção da ferrovia, se multiplicaram. As tropas dos Estados Unidos que guardavam a obra, abriram fogo contra a população local. No fim da revolta, 16 norte americanos estavam mortos e dois panamenhos. O governo norte americano usou o incidente para ocupar militarmente a zona, com a desculpa de defender seus cidadãos de uma conspiração instigada por Bogotá contra seus interesses. Na verdade, os Estados Unidos queriam a independência do Panamá para poder construir um canal trans-oceânico, empreitada em que competia com os governos da França e Inglaterra, que pretemdiam controlar o istmo. Vários outros lugares haviam sido cogitados para a construção da obra e a região panamenha parecia ser a ideal, porém os investidores se detinham diante das exigências colombianas para obter vantagens em troca da construção do canal em seu território.
NOVA INDEPENDÊNCIA: RUMO AO CANAL DO PANAMÁ
A Colômbia conseguiu recuperar o controle do istmo em 1862 após pagar uma enorme indenização aos Estados Unidos. Em Novembro de 1903, uma revolta separatista alentada pelo desastroso estado em que a Colômbia havia ficado depois da feroz luta interna conhecida como “guerra dos mil dias” travada entre 1899 e 1902, irrompeu.
Um contingente colombiano enviado para conter o levantamento não conseguiu chegar a tempo e grande quantidade de suas tropas ficaram detidas em Colón, pela ação dos norte americanos, que controlavam a ferrovia que os transportaria, chegando ao seu destino somente os comandantes, que foram detidos imediatamente e decretados prisioneiros pelo general Esteban Huertas, líder militar do levante. Apoiando Huertas uma parte do exército encontrava-se de prontidão na zona e milhares de civis panamenhos armados. A presença de uma frota norte americana que apoiava os independistas forçou a Colômbia a aceitar a independência panamenha.
Em 3 de Novembro o Panamá declarou sua independência e a nova nação foi rapidamente reconhecida pelos Estados Unidos e França. Uns dias mais tarde, o novo governo assinou um acordo com os norte americanos para autorizar a construção de um canal interoceânico e lhe concederam diversas vantagens econômicas, territoriais e militares para a empresa.
O Canal do Panamá foi terminado em 1914. Entretanto, a imposição de um protetorado norte americano e a constante intervenção deste país em assuntos internos foram criando uma oposição cada vez mais firme aos acordos de 1903. Em 1934 foram assinados uma série de protocolos para limitar a influência norte americana, porém a presença de tropas na zona do canal e a dependência econômica do país e das divisas que o canal gerava fez com que as promessas durassem pouco.
A SITUAÇÃO ATUAL
Em 1964 um grupo de estudantes panamenhos organizou uma série de protestos contra a presença norte americana no país. As tropas norte americanas presentes no Canal abriram fogo contra eles e assassinaram 21 manifestantes.
Um golpe de estado ocorrido em 11 de Outubro de 1968 levou o general Omar Torrijos ao poder, após um breve período de governo do general Boris Martínez. O governo de Torrijos caracterizou-se pelo uso de grupos paramilitares para atacar a oposição e a corrupção generalizada por aqueles que se encontravam ao redor do presidente. Porém o feito mais importante foi a assinatura do acordo, em 1977, com o Presidente Norte Americano Jimmy Carter, que prometia a entrega do Canal aos panamenhos no primeiro dia do ano 2000.
Torrijos morreu num obscuro acidente em 1981 e foi substituído pelo vice, o general Manuel Noriega. Ainda que fosse um ex colaborador da CIA norte americana, Noriega rapidamente adotou um discurso nacionalista que o levou a confrontar-se com os Estados Unidos. O homem forte panamenho governou com métodos tão brutais e corruptos quanto seu antecessor, além de ser acusado como facilitador da ação dos narcotraficantes e lavadores de divisas ilegais no território panamenho.
Após um confuso incidente em que membros da Guarda Nacional do Panamá assassinaram um soldado norte americano, Noriega declarou guerra aos Estados Unidos em Dezembro de 1989. Em 20 de Dezembro, tropas norte americanas invadiram o Panamá. Ainda que a resistência tenha sido fraca, os atacantes mataram 5.000 pessoas, a maioria deles civis que foram derrubados durantes os bombardeios norte americanos em zonas não militares. Logo depois de refugiar-se no Consulado do Vaticano no Panamá, Noriega foi preso e julgado por narcotráfico nos Estados Unidos.
Sob a tutela norte americana, Guilhermo Endara assumiu a presidência panamenha, pois havia sido ganhador nas eleições de 1989, abolidas pelo regime militar de Noriega.
Nos anos seguintes o Panamá conseguiu certa estabilidade política, alternando governos de diferentes correntes no poder executivo.

O território panamenho conta com um clima tropical úmido na maior parte do seu território. Tanto temperatura quanto umidade podem variar nas formações rochosas, mas a diferença térmica não é significativa. A temperatura média varia dos 23 aos 27 graus centígrados, com uma diferença de 2 graus nas regiões mais altas, que constituem um décimo do total do território.

O Panamá possuiu uma economia capitalista de alta inserção nos mercados globais com participação estatal muito limitada nos processos produtivos. É a economia com maior renda per capita da região centro americana. Suas principais divisas são provenientes dos direitos de passagem pelo Canal e todos os negócios associados a ele. Outra parte da renda nacional é gerada pela agricultura, fortemente centrada na produção de cana de açúcar, diferentes tipos de fruta, arroz, milho, madeira, café e derivados de pecuária. O país também avançou na extração e exportação de petróleo, ouro, prata, cobre, magnésio, cal e sal.
A economia panamenha desenvolveu um sólido sistema de serviços bancários e avançou a consolidação de uma oferta turística. Ademais, a existência de uma zona franca adjacente ao Canal e a existência de empreiteiros em seu território contribuiram para criar uma economia consistente e com sustentáveis níveis de crescimento.
O envio de remessas por parte de panamenhos residentes no exterior constitue uma fonte de ingresso de divisas de crescente importância na balança econômica.
Desde sua independência, o Panamá utiliza o dólar norte americano como moeda alternativa. Nos últimos anos, as notas da moeda nacional sairam de circulação e seu uso serve apenas como referência para alguns negócios.

A sociedade panamenha é predominantemente mestiça, com uma grande população descendente de raças africanas trazidas em tempos coloniais e uma presença minoritária de grupos europeus e indígenas puros. Nos últimos anos houve um forte assentamento da importante colonia chinesa, que uniu-se à que se havia formado nos tempos da construção do Canal. A maior parte da população é católica apostólica romana, apesar do registro de um rápido crescimento de grupos evangélicos e protestantes. Também encontram-se comunidades judias, muçulmanas, hindus e budistas nos grandes centros urbanos.
Apesar da maior parte da população utilizar o espanhol como idioma oficial, uma grande comunidade Ngäbere utiliza sua língua ancestral como primeiro idioma. A presença do Canal e a existência de uma forte população dedicada aos negócios internacionais gerou a existência de um contingente que fala inglês fluentemente. Os panamenhos são conscientes da importância do turismo para sua economia e são extremamente amáveis e servis com os visitantes estrangeiros.
O Panamá reflete em sua música a história da miscigenação de sua população. O timbrito, a tuna, os bularengues, a cumbia e o ponto são alguns dos rítmos que refletem o rítmo panamenho. São caracterizados pela alegria do som e dos bailes animados.
A arte do Panamá também demonstra o resultado do espírito cosmopolita de sua gente, produzindo versões locais de expressões estrangeiras como hip hop, reggae e salsa.
O mesmo acontece com os esportes, um passatempo ao qual os panamenhos dedicam tempo e paixão. O beisebol e em menor escala o futebol, fazem parte da vida cotidiana de todos os habitantes.
Cidade do Panamá 8°58′2″N 79°32′23″O
Em 15 de agosto de 1519 o espanhol Pedro Arias Dávila fundou a cidade do Panamá, criando o primeiro assentamento permanente da colonização sobre a costa do Oceano Pacífico. Dali partiram as expedições que descobriram novas terras em todo o continente. Além disso a Cidade do Panamá foi o ponto de embarque das riquezas americanas à Espanha, atividade que atraiu incursões de piratas durante vários séculos. Os fortes que a protegiam não impediram que o pirata inglês Henry Morgan roubasse a cidade em 28 de janeiro de 1671. A rica e tumultuosa história da cidade conserva as ruínas de “Panamá, La Vieja”- lugar onde originalmente foi abandonado após a invasão de Morgan- e os palácios e residências coloniais em seu centro histórico como a Catedral do Panamá. O Altar de Ouro, na Igreja de San José, é um dos lugares que demonstra o testemunho histórico da passagem dos corsários e das diversas tragédias que ocorreram na cidade desde sua fundação.
Canal do Panamá 9°04′48″N 79°40′48″O
Em 15 de agosto de 1914, o vapor Ancón transformou-se no primeiro navio a cruzar o recém inaugurado Canal do Panamá. A passagem entre os Oceanos Atlântico e Pacífico é uma das maiores obras de engenharia da história da humanidade e lugar de passado histórico cheio de relatos interessantes. A idéia de construir um canal interoceânico nasceu nos tempos coloniais, mas seu início aconteceu somente quando o visionário francês Ferdinand de Lesseps chegou ao local. O mesmo fracassou em finalizar a obra em 1881. Em 1903, após apoiar a independência do Panamá, os norte americanos conseguiram completar a obra e desde 1914 administraram o Canal. Além de poder observar o fascinante funcionamento, o Canal ainda possuiu lugares interessantes que relembram as histórias dramáticas em torno da sua construção e os sucessos políticos que a circulam.
O Panamá conta com um dos sistemas de transporte aéreos mais desenvolvidos da região. Pode-se chegar ao país por meio de inúmeras companhias aéreas e devido às curtas distâncias internas, os vôos são bastante acessíveis.
A oferta de ônibus como transporte ao interior do país é ampla, eficiente e econômica. O aluguel de carros também é bastante fácil e conveniente nas grandes cidades, porém as estradas de acesso às regiões mais remotas sofrem com a falta de sinalização e manutenção precária.
Não é recomendável caminhar por áreas mais pobres, já que existe o risco de assalto. Aqueles que tem interesse em conhecer regiões mais remotas do Panamá, como a floresta de Darién, devem informar-se sobre as provisões necessárias e contratação de guias para ajudar-los a percorrer a selva. Há registro de presença da guerrilha colombiana na zona.
Alguns dos barcos que fazem o percurso entre Colón e Cartagena, Colômbia, foram apontados como traficantes de droga. Apesar do preço ser conveniente, deve-se avaliar o risco de envolver-se em um problema policial em função de economizar alguns dólares.

Sancocho
O prato mais típico da cozinha panamenha é o Sancocho. Apesar de preparado também em outros países da região, o Sancocho local tem receita própria. É preparado com caldo de galinha condimentado com ñame (discorea alata), aipim, otoe, abóbora, milho, especiarias e coentro. O resultado é uma sopa espessa e altamente nutritiva. Serve-se acompanhada de arroz branco. Em algumas regiões agrega-se também costela de porco, miúdos de boi, peixe ou frango. (Dica: O Sancoche repõe as energias depois de um dia puxado. Não é recomendável entretanto come-lo antes de praticar exercícios ou em dias muito quentes).
Tamal de Olla
O tamal de olla é um dos pratos mais populares da cozinha panamenha. Preparado com carne (o corte conhecido como ombro ) temperado com alho, molho inglês e cebola. Cozida previamente e esmagada até despedaçar-se, junta-se à carne um molho preparado com suco de urucum, gordura animal, vinagre, tomates, alcaparras, passas, azeitonas e ervas. O resultado é um ensopado delicioso e de sabor bastante forte.
Sopa Borracha
Também conhecida como “Sopa de Borracha”, é preparada com rum, canela em pó, baunilha e casca de limão que ficam de molho de um dia para outro. Acrescenta-se ameixas, cravos e passas misturadas com açúcar. Adiciona-se vinho doce e rum branco e está pronta uma sopa poderosa de gosto forte e efeito energizante.
Bebidas do Panamá
Rum
O rum panamenho tem merecida e centenária fama. É preparado a partir da fermentação do mel de cana de açúcar, envelhecido em barris de carvalho o que lhe confere um perfume especial. O Panamá fabrica marcas consumidas em todos os cantos do planeta. As fábricas mais tradicionais são El Abuelo e Cortez, que elaboram seus produtos com receitas cuja origem remontam aos tempos dos corsários e piratas. (Dicas: No Panamá é comum beber rum em todas as ocasiões sociais. Os panamenhos tem uma grande resistência à bebida e convidam os estrangeiros em todos os momentos. É melhor dizer não no momento indicado, antes de sofrer a poderosa ressaca depois.)
Chicheme
O Chicheme é preparado com milho moído. Uma vez que a mistura é fermentada, junta-se açúcar ou mel, noz moscada, canela em pau, leite azedo e baunilha. Adiciona-se gelo e esta aí um dos refrescos mais deliciosos e apreciado pelos panamenhos.
• Foram relatados casos de roubos a turistas, portanto é preciso tomar precauções evitando exiber valores em público e guardando documentos em lugares seguros.
• O sistema de água potável no Panamá é bastante seguro, apesar das autoridades recomendarem o uso de água mineral. Existem riscos de cólera, dengue, mal de Chagas, hantavirus, febre amarela, hepatitis A, Leishmaniasis, tífus, Leptospirosis e malária. A maior parte dos focos encontra-se em zonais rurais e nos limites da selva de Darién.
• Não é necessário visto para cidadãos da Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Bolívia, Brasil, Chile, Chipre, Costa Rica, Dinamarca, Egito, El Salvador, Espanha, Finlândia, França, Grã Bretanha, Grécia, Guatemala, Holanda, Honduras, Hungria, Islândia, Israel, Itália, Luxemburgo, Nicaragua, Noruega, Paraguai, Polônia, Portugal, Singapura, Suécia, Suiça, Uruguai e do Estado do Vaticano.
• A travessia do Canal do Panamá leva uma média de 10 horas. O caminho permite eliminar 7.872 milhas de navegação pelo Cabo de Hornos, no extremo sul americano.
• A tarifa mais alta até hoje cobrada a um barco para atravessar o canal foi 141.349,97 dólares, pago pelo cruzeiro Crown Princess em maio de 1993. O nadador Richard Halliburton pagou a tarifa mais baixa até hoje, quando cruzou a nado o canal em 1928. Pagou 36 centavos de dólar.
• Para a contrução do Canal foi necessária a remoção de 40 milhões de toneladas de pedra. Estima-se que pelo menos 20.000 trabalhadores tenham morrido devido às doenças e acidentes decorrentes da construção da obra.