
PARAGUAI: HERANÇA DE SANGUE VALENTE
Na imensidão do rio Paraguai, que atravessa lentamente o coração da América do Sul, encontra-se o espírito do país. O Paraguai, um dos primeiros países industrializados do continente, o único que mantem um idioma aborígene como língua oficial, tem uma história agitada, violenta e repleta de momentos heroicos de épocas dramáticas. Além das guerras, a ditadura e as revoluções populares, o orgulho de uma cultura única permance intacto.
DA CHEGADA DOS EUROPEUS À MISCIGENAÇÃO
Na época pré-colombiana o Paraguai foi habitado por diversas etnias, entre as quais predominava a guarani, os agaces e payaguás. Eram caçador-coletores que viveram no período neolítico. Linguisticamente, a maioria descendia dos Tupí- Guraranís. Muitas das tribos eram inimigas e viviam constantemente em guerra, o que facilitou muito à conquista estrangeira, naquela época, os espanhóis. Os guaranis, oriundos da selva amazônica, eram os mais numerosos, portanto, sua cultura prevaleceu sobre todas as outras, sendo influentes até hoje em dia.
O primeiro europeu a pisar em território paraguaio foi o português Aleijo García, que chegou vindo do território brasileiro em 1524, logo depois de naufragar em Santa Catarina. Em 1533, Garcia liderou uma tropa de guaranis que navegou o Rio Pilcomayo até chegar próximo de Cochabamba, onde combateu e venceu em mais um confronto. Regressou à costa atlântica com grande quantidade de ouro e prata, mas foi assassinado no caminho; contudo sua façanha chegou rapidamente aos ouvidos dos conquistadores e a história se espalhou.
Em 1536 ocorreu a expedição de Juan de Ayolas e Doming Martínez de Irala, comissionada por Pedro de Mendoza. O sucesso da expedição motivou a seguinte, comandada por Gonzalo de Mendoza e Juan de Salazar, durante a qual foi fundado o forte de Nuestra Señora de la Asunción.
A partir de então, Asunción de Paraguay passou a ser considerada pelos espanhóis “Mãe das Cidades” tornando-se o ponto de partida de novas expedições e fundações de novos assentamentos, tais como as cidades de Buenos Aires, Corrientes, Santa Fé e diversas outras que hoje fazem parte do território brasileiro.
Ao mesmo tempo, uma política de utilização da população indígena entrou em vigor, baseada num sistema de encomendas. E assim começou a interação das raças, muitos espanhóis homens e mulheres índias, no que marcou a instituição do “cuñadazgo” (expressão local da miscigenação).
AS MISSÕES JESUÍTAS
Desde o começo do século XVII, as missões jesuítas ocorreram e tiveram grande influência no território paraguaio, onde tinham como objetivo evangelizar e pacificar os indígenas. Foi assim que nasceram as conhecidas “reduções jesuíticas dos guaranis”, povoados conectados que, de alguma forma, conseguiram até mesmo criar um estado independente, com autonomia em relação ao governo de Assunção. Cada um destes povoados era governado por um padre que tinha autoridade máxima, a quem os outros padres encarregados da instrução e da administração eram subordinados. Esta influência ainda se reflete na formação cultural, artística e intelectual, apesar de os jesuítas terem sido expulsos em 1767.
Entre 1717 e 1735 ocorreu a Revolução dos Comuneros, um conflito que precedeu e estabeleceu as bases para as lutas de independência que ocorreram mais tarde. A revolução era comandada por José Antequera y Castro, e exigia que o poder fosse exercido por um representante eleito pelo povo. Antequera acusou o governador Balmaceda de má administração diante da Audiência de Charcas. Quando as acusações foram comprovadas Balmaceda foi destituído e Antequera foi encarregado do governo provisório, o que resultou numa guerra entre comuneros e jesuítas. No final, logo depois da Batalha de Tovati em 1721, Antequera foi capturado e executado pelo Exército Real.
Em 1750, devido a um tratado de demarcação entre a Espanha e Portugal, o Paraguai perdeu grande parte de seu território, que passou ao Brasil, regido por Portugal. Neste mesmo ano, espanhóis e portugueses decidiram dividir o território das reduções, porém os jesuítas se opuseram. Foi neste momento que se desencadeou a chamada “guerra guaranítica”, que terminou com a derrota dos jesuítas em 1557 e sua expulsão, dez anos depois, por ordem do rei Carlos III.
Em 1777 a província do Paraguai foi integrada ao Vice-Reinado do Rio da Plata.
A OBSCURA ÉPOCA DO “EL SUPREMO”
Em 15 de Maio de 1881 foi declarada a independência, logo depois de uma rebelião liderada por Pedro Juan Caballero. Entretanto, o governador espanhol destituído (Bernardo de Velasco), integrou a primeira junta. Em 1814, Doutor José Gaspar de Francia, um dos três participantes da primeira junta provisória, foi nomeado pelo Congresso como Ditador Supremo da República, dando início a uma das mais complexas e polêmicas etapas da história do Paraguai. Francia, conhecido como “El Supremo”, admirador da Revolução Francesa, resguardou a independência paraguaia das sucessivas tentativas de anexação de Buenos Aires e Espanha.
Entretanto, internamente, violou os direitos de todos os habitantes do país, instalando sistemas de espionagem que anulavam a liberdade de expressão, prendendo pessoas sem nenhuma razão, desaparecendo com muitos e utilizando técnicas de tortura como a “câmara da verdade”, para onde eram mandados todos aqueles que fossem suspeitos de oposição ao líder.
Francia proibiu aos europeus residentes no país de casar-se entre eles (uma forma de vingança pela discriminação sofrida devido a seu “sangue impuro”), e encarregou-se de executar todos aqueles que tentassem deixar o país. Além da repressão absoluta refletida no ânimo da população, houve também uma queda nas exportações de erva mate e tabaco, levando o comércio paraguaio à falência.
Sua ditadura durou quase trinta anos e terminou com sua morte, em Setembro de 1840. Nenhum padre da Igreja Católica aceitou rezar a missa pela morte do “El Supremo”. Dias depois seus restos mortais foram jogados no Rio Paraguai.
Após a morte do líder, instalou-se uma anarquia, marcada por sucessivos golpes militares, até o surgimento da figura de Carlos Antônio López, que em 1844 foi nomeado Presidente da República.
A GUERRA DA TRÍPLICE ALIANÇA
López se intitulou ditador com o objetivo de fundar uma dinastia que governaria o país no estilo feudal. Durante seu governo, apesar de suas ambições pessoais o Paraguai viveu um período de prosperidade: sua população duplicou, estradas foram construídas além de ferrovias e um sistema telegráfico. López abriu as fronteiras do país e reforçou os vínculos internacionais. Alguns jesuítas e índios que haviam ficado na zona do Chaco defrontaram-se com o governo.
Logo depois de sua morte, em 1862, seu filho Francisco Solano López assumiu a presidência. Seu começo na vida pública havia sido excelente: durante uma viagem de estudo na Europa (tendo sido diplomata durante o governo do pai) havia conseguido diversos acordos com empresas para conseguir a tecnologia que permitiu o país alavancar industrialmente, sem ter que pedir empréstimos. Entretanto, uma vez na presidência, eliminou sua política de neutralidade internacional das décadas anteriores e em sua ambição militar atacou o Brasil e a Argentina, o que resultou numa trágica guerra, a pior catástrofe do país.
A Guerra da Tríplice Aliança contra o Brasil, Argentina e Uruguai destruiu o país, reduzindo sua população de 1,5 milhões de habitantes para 221.000 em 1871. Dentre estes, apenas 28.000 eram homens, quase todas as crianças e idosos. Ademais, o Paraguai perdeu uma porção significativa de seus territórios para o Brasil e Argentina.
A indústria e o comércio sofreram de tal forma que não puderam se recuperar por mais de meio século. Todas as igrejas e casas particulares foram saqueadas durante os combates. Uma vez terminada a guerra, toda forma de governo havia sido destruída: nem órgãos jurídicos, nem culturais restaram.
Durante o pós-guerra, o Paraguai foi ocupado pelas forças vencedoras. Uma nova Constituição entrou em vigor. Em 1887 dois partidos foram fundados: O Colorado e o Liberal (que na época se chamava Azules).
A DITADURA DE STROESSNER E O RETORNO DA DEMOCRACIA
Em 1932 estourou a Guerra do Chaco, onde o Paraguai e a Bolívia defrontaram-se por três anos. Apesar de sofrer novamente imensas perdas humanas e econômicas, o Paraguai saiu vencedor em grande parte das batalhas e resistiu de maneira extraordinária em diversos confrontos. As tropas comandadas por José Félix Estigarribia venceram em 1935. Finalmente um Tratado de Paz devolveu à Bolívia grande parte das terras que havia perdido na guerra.
Logo depois da guerra um novo período de conflitos internos desencadearia na Guerra Civil de 1947.
Em 1954 um golpe de estado levou ao poder o ditador nacionalista Alfredo Stroessner, que governou o país por meio da violência e populismo até 1989, quando foi derrotado pelo general Andrés Rodríguez. Em maio de 1989 foram realizadas as primeiras eleições democráticas em muitas décadas e o vencedor foi o próprio Andrés Rodríguez.
Em 1992 uma nova Constituição foi promulgada e muitos dos problemas da anterior foram reparados. Nos anos seguintes a Corte Suprema da Justiça foi renovada e foi criada a Controladoria Geral da República e Defensoria Pública.
Além disto, em 1992 foram encontrados os “arquivos do terror”, documentos que registram e contam com detalhes todos os movimentos terroristas do estado liderado por Stroessner.
Em 1999 um comanda paramilitar assassinou o Vice-presidente Luis María Argaña, candidato bem posicionado nas eleições internas do partido governante. O Presidente, Raúl Cubas Grau foi apontado como suspeito de haver instigado o crime, assim como o líder político Lino Oviedo. O fato gerou uma grande comoção e desencadeou numa manifestação chamada “Março Paraguaio”, que culminou com o assassinato de nove pessoas pela polícia oficialista e a posterior renúncia de Cubas Grau, que pediu asilo político no Brasil, enquanto Lino Oviedo refugiou-se na Argentina.
Em 2008 Fernando Lugo assumiu a presidência e pode-se dizer que pela primeira vez em 61 anos, o Paraguai teve um presidente que não fosse do Partido Colorado.
Paraguai: herença de sangue valente"

A geografia paraguaia se caracteriza por suaves ondulações de pouca altura e um grande desenvolvimento orográfico. A região do Chaco, a oeste, é dominada por uma planície pantanosa. O Paraguai não tem nenhuma saída para o mar.
O país encontra-se numa zona de clima subtropical com predominância de temperaturas quentes e úmidas, acentuadas por grande quantidade de precipitações anuais. A geografia de floresta, da maior parte de seu território, confere um caráter próprio e diferente dos outros países da região.
clima subtropical com predominância de temperaturas quentes e úmidas”

O Paraguai possui uma economista capitalista com forte presença de setores informais. Sua exportação está centralizada nos produtos agropecuários. A indústria representa um quarto do PIB e as projeções indicam que o país caminha a passos largos para a substituição de seus principais produtos de consumo. Seus principais produtos são algodão, cana de açúcar, milho, batata-doce, banana, laranja e trigo.
Na região de Ciudade del Este encontra-se um dos maiores mercados de falsificações do mundo e o contrabando é um dos principais problemas do país e regiões fronteiriças.
o país caminha para a substituição de seus principais produtos de consumo ”

A maior parte dos paraguaios é descendente dos habitantes originais e da mistura com as diferentes correntes migratórias, principalmente a europeia, apesar de nas últimas décadas haver ocorrido uma grande migração de comunidades árabes, palestinas e orientais.
A maioria da população é católica, com um crescimento da população evangélica e protestantes nos últimos anos.
O Paraguai é governado por um sistema presidencialista de eleições diretas, com mandato de cinco anos, sem possibilidade de reeleição consecutiva.
A maioria da população é católica ”
Durante os primeiros anos de existência como nação independente, a sociedade paraguaia permaneceu isolada, em grande parte por decisão de sua classe dirigente. Isto refletiu em certas particularidades culturais e adoção de costumes que combinaram as heranças indígenas com as tradições coloniais.
Está influência pode ser observada nas ruas das grandes cidades, onde as construções coloniais demonstram a importância do período hispânico. Porém a cultura paraguaia também se fortaleceu com a chegada de imigrantes vindos do mundo inteiro transformando o país numa sociedade bastante complexa e eclética.
A música paraguaia é um exemplo perfeito desta combinação. A polca, ritmo popular no Paraguai, é bailada apenas em festas particulares. Outros ritmos como o chamame e a cumbia fazem parte da cultura dos setores mais populares.
O espírito festivo dos paraguaios se manifesta no Carnaval Encarneceno, realizado no mês de Fevereiro, num estádio na cidade de Encarnación. Nesta festa milhares de figurantes desfilam em carros ricamente decorados. A religiosidade do povo paraguaio também é manifestada na Festa de São Brás, quando ocorrem imensas procissões e quermesses.
Assunção
O verdadeiro nome da capital do Paraguai é A Tão Nobre e Leal Cidade de Nossa Senhora Santa Maria da Assunção. A cidade foi fundada em 15 de Agosto de 1537 pelo conquistador espanhol Juan de Salazar. A partir daí, partiram expedições que fundaram muitas das grandes cidades do extremo sul americano como Corrientes e Santa Fé, na Argentina e Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. A cidade também foi o epicentro da revolução pela independência paraguaia em Maio de 1811. Durante o governo de Gaspar de Francia, todo o centro da cidade foi reconstruído para dar à cidade um aspecto mais moderno e melhorar sua infraestrutura.
San Bernardino
Situada a 50 quilômetros da capital, a cidade de San Bernardino é o local de veraneio favorito dos paraguaios. A cidade foi fundada em 1881, às margens do lago de Ypacaraí, por imigrantes alemães com a intenção de criar um território próprio dentro das terras paraguaias a que chamaram “Nova Alemanha”. O mais famoso deles foi o político antissemita alemão Bernhard Förster, que promoveu o assentamento dos alemães, juntamente com a mulher Elizabeth, irmã do filósofo Friedrich Nietzsche. A cidade mantem a arquitetura original em torno da qual se desenvolve uma vida social bastante intensa nos meses de Verão.
Chaco Boreal
Em 1932 o Paraguai iniciou uma longa e desgastante guerra contra a Bolívia pelo controle do Chaco Boreal. Em 1935, com a ajuda do governo argentino, os dois países aceitaram iniciar negociações de paz, depois de uma guerra que custou a vida de 40.000 paraguaios e 55.000 bolivianos. A região é caracterizada por sua baixa densidade demográfica e o desolamento de sua paisagem. O elemento rústico favorece o ecoturismo e a observação de espécies como o jacaré, a anaconda, a capivara e o curiyú nos Parques Nacionais criados na zona.
Mision Jesuitica de Jesús de Tavarngué
Desde 1678 a tarefa evangelizadora dos jesuítas teve na missão de Tavanrangué um de seus berços mais férteis. Além disto, o território transformou-se num bastião para enfrentar o ataque dos bandeirantes, os bandos armados que assolavam o território. Situada a 38 quilômetros da cidade de Encarnación, as ruínas jesuítas demonstram o exemplo da arquitetura desenvolvida pelos evangelizadores e a presença de inúmeros locais onde eram realizadas diversas atividades espirituais, indústrias e recreativas visando a transformação destes assentamentos em cidades autônomas, onde a cultura católica convivia com a influência indígena.
Para chegar a Assunção do Paraguai é possível utilizar voos diretos ou fazer uma escala prévia nos países vizinhos e depois seguir ao território paraguaio. Dentro do Paraguai existem voos domésticos com preço bastante econômico.
As linhas de ônibus que partem de Assunção e das grandes cidades são confortáveis e pontuais. No interior o serviço torna-se um pouco mais precário e em regiões afastadas como o Chaco são bastante infrequentes. O uso de trens não é muito recomendável, pois são antiquados e nada pontuais.
Nas rotas que ligam as cidades principais, o tráfego é relativamente tranquilo e o aluguel de carro é uma boa opção para percorrer diferentes localidades. Entretanto, nos caminhos do interior, a estrada pode ser mais perigosa pela falta de manutenção logo depois das chuvas e a presença de animais no caminho.
Caso queira viajar por terra aos países de fronteira, um importante fator a considerar é que só existem três passagens para cruzar para a Argentina e duas para o Brasil e um muito precário para chegar à Bolívia.
Outra opção interessante são os cruzeiros que percorrem os grandes rios do Paraguai e conectam as localidades do litoral.

Chipa
A cultura culinária do Paraguai desenvolveu-se bastante na parte de confeitaria, especialmente biscoitos. Sob o nome “chipa” encontra-se uma grande variedade de biscoitos assados, em geral, com gordura animal. O chipa piru é um dos mais populares. É preparado com uma massa folheada de ovos, queijo, amido de anis, sal e leite coalhado. (Dica: os paraguaios costumam comê-los com mate frio ou tereré, como lanche.)
Sopa paraguaia
Apesar de seu nome dar a impressão que o prato se trata de um caldo, a sopa paraguaia é um bolo preparado com cebola, sal, gordura de porco, ovo, queijo, farinha de milho e leite coalhado. Diz à lenda que o prato foi inventado pela cozinheira do ditador paraguaio Gaspar de Francia. O relato afirma que tudo foi resultado de um erro: a cozinheira colocou na mistura mais farinha de milho do que o previsto e, para evitar a ira de seu chefe, apresentou a iguaria como uma inovação culinária. (Dica: como o prato é preparado com muitos ingredientes que apodrecem, recomenda-se comer a sopa paraguaia bem fresca, para evitar intoxicações).
Ká’í Ladrillo
Esta sobremesa típica do Paraguai é uma das delícias mais procuradas pelos visitantes estrangeiros. Consiste basicamente numa mistura de amendoim com um creme a base de melado de cana. Às vezes é consumido com um pouco de suco de laranja ou grapefruit. (Dica: para os viajantes que querem repor rapidamente suas energias, o Ká’í Ladrillo é ideal, por seu alto conteúdo de proteínas e calorias).
Mbejú
Esta torta é preparada com amido, farinha de milho, ovos, sal, queijo fresco e leite. A mistura é cozida com gordura de vaca e usada como lanche entre as refeições. Faz parte da dieta local desde tempos pré-colombianos e por suas calorias é historicamente apreciada nos setores mais populares do país. Existem pelo menos 15 variedades da torta, entre elas, preparadas com mandioca, farinha de trigo e outras farinhas.
Bebidas típicas
Tereré
A infusão da erva mate no Paraguai tem algumas particularidades. Diferente de outras regiões se toma gelado e serve para combater o calor. Neste caso ele é macerado com folhas de hortelã, pelerine, casca de limão ou laranja. (Dica: dependendo da região, pessoas mais velhas não preparam o tererê, e sim os mais jovens, que, entretanto são os últimos a tomar).
Licor de Cana
No Paraguai existe um licor muito popular feito a partir do destilado da cana de açúcar, chamado normalmente, “Caña”. Existem muitas variedades, claros e escuros, dependendo da idade do barril de carvalho. A marca mais popular é a “Caña Aristócrata”, fabricada em prédios do governo desde os tempos da ditadura do general Alfredo Stroessner.
Koserevá
Esta é a bebida mais recomendada para os dias quentes do Paraguai. Preparada com laranja ácida descascada e mergulhada em água gelada. Depois é levada ao fogo para ferver. O processo é repetido diversas vezes até ser misturado com bastante açúcar, quando é levada mais uma vez para ferver. O resultado é uma bebida bem doce e fresca.
A cultura culinária do Paraguai desenvolveu-se bastante na parte de confeitaria”
• Não é necessário ter visto para entrar no país. Os cidadãos da Nova Zelândia, Austrália e Canadá tem que pagar uma taxa de 10 dólares norte-americanos para entrar no país, devido a política de reciprocidade.
• A escassez de água potável, o clima subtropical e a presença de doenças epidêmicas requerem medidas de precaução antes visitar o país. Alguns dos riscos mais comuns são cólera, dengue, Doença de Chagas, hepatite, febre amarela, malária, febre tifoide e tuberculose.
• Grande parte da economia ocorre no norte do país, portanto a zona do Chaco não conta com uma infraestrutura adequada para o turismo. O sul tem menos de 2% da população do país, apesar de representar 60% do território.
• Em algumas regiões do país existem alguns grupos aborígenes com costumes totalmente intactos, apesar do passar dos séculos. Existem cerca de 500 comunidades indígenas divididas entre 19 tribos diferentes.
• Grande parte dos paraguaios fala guarani no dia a dia, apesar de muito poucos não falarem castelhano. O Paraguai é o único país latino americano que mantem um idioma pré-colombiano como língua oficial.
• O Paraguai possui espécies de flora e fauna únicas, muito das quais em perigo de extinção. O cervo do Pantanal, o jaguaretê, o macari, o lobo-guará e as ariranhas estão entre as espécies que podem ser observadas em lugares distantes.