
URUGUAI: A SUIÇA GAÚCHA
A Banda Oriental ou República Oriental do Uruguai, como colônia espanhola ou portuguesa, como parte do Império do Brasil ou das Províncias Unidas do Rio da Prata, sua história é única e inconfundível: a força de um pequeno país que resiste entre potências continentais, que manteve seu rio e seu porto como emblemas, e que conseguiu adquirir uma identidade total: a mistura de suas raízes mestiças, sua cultura e sua aposta pelo progresso, a paz e a modernidade.
A CHEGADA DOS ESPANHÓIS E DOS PORTUGUESES
O atual território da República Oriental do Uruguai foi descoberto pelos espanhóis em 1516. Até então era habitado por diversas comunidades indígenas como os charrúas, chanaes e guaranis, entre outros. Eram grupos nômades, dos conjuntos dos pampas e amazonas. Os guaranis eram agricultores, que além disto dedicavam-se à cerâmica e à navegação; os chanaes eram agricultores incipientes, e os charrúas dedicavam-se à caça. Estes últimos constituíam o grupo mais importante e foram eles que criaram maior resistência diante da conquista.
O primeiro europeu a avistar o atual território do Uruguai foi o espanhol Juan Díaz de Solís, em 1516. Ao chegar ao Rio da Prata (batizado por ele como “doce mar”), sofreu uma emboscada por parte dos indígenas, que o mataram juntamente com o restante dos expedicionários.
O primeiro acampamento fortificado na região, às margens do Rio da Prata, junto à confluência do Rio Paraná, foi realizado por Sebastián Gaboto, em nome da Coroa Espanhola, em 1527.
Até o século seguinte, a região da Banda Oriental foi pouco habitada pelos seus colonizadores, por um lado devido a forte oposição dos indígenas, e por outro por suas escassas riquezas em matéria de ouro e prata. Durante a primeira década do século XVII foi introduzido na região o gado (bovino e equino), que se transformou na primeira fonte de riqueza que viriam a interessar aos conquistadores, que batizaram a região de “Abatedouro do Mar”. Desta período data a chegada dos faeneros do Brasil e de Buenos Aires. E, produto da miscigenação cultural entre aborígenes e europeus, surge a figura do Gaúcho.
Em 1680 os portugueses fundaram a Colônia do Sacramento, diante da cidade de Buenos Aires. Esta cidade/povoado de localização estratégica foi um constante motivo de conflitos entre espanhóis e portugueses.
Em 24 de Dezembro de 1726 ocorreu a fundação de Montevidéu, pelo governador de Buenos Aires, o espanhol Bruno Mauricio de Zabala. Até 1777, quase toda a Banda Oriental pertencia ao Reino de Portugal.
ARTIGAS E AS INDEPENDÊNCIAS
A Espanha governou Montevidéu entre 1777 e 1807, ano em que foi invadido pelos britânicos, que também atacaram Buenos Aires, apesar de terem sido derrotados. Quatro anos mais tarde, em 1811, o Uruguai conseguiu sua independência. O chamado Grito de Asêncio, proclamado por Pedro José Vieira e Venâncio Benavides, em 27 de Fevereiro daquele ano, é considerado o início da revolução uruguaia. Em 28 de Fevereiro foram ocupadas Vilas Mercedes e Santo Domingo de Soriano, com ajuda das Juntas de Buenos Aires, que já haviam terminado a Revolução de Maio, um ano antes. Foi então que surgiu a figura de José Gervasio Artigas, máximo prócer do país, que organizou uma revolta contra os espanhóis. Em 18 de Maio, Artigas entrou juntamente com suas tropas em Montevidéu e venceu os realistas na Batalha de Pedras. A cidade, último bastião da colônia espanhola, foi então sitiada.
Diante da chegada dos portugueses no auxílio aos espanhóis, Buenos Aires teve que fazer um pacto com os europeus e retirou seu apoio às tropas revolucionárias da Banda Oriental. Artigas fez um levante em Montevidéu e anunciou sua retirada desde o riacho de Ayuí Grande (atual cidade de Concordia, Argentina), de onde foi seguido por grande parte da população. Este feito, que demonstrou o poder de liderança de Artigas, ficou conhecido como “o êxodo oriental”.
Em Maio de 1814, Artigas em plena disputa com o governo de Buenos Aires, tomou definitivamente a cidade de Montevidéu. Em 1815, foi celebrada na cidade de Concepción del Uruguai, o Congresso do Oriente, com representantes da Banda Oriental e das atuais cidades argentinas de Córdoba, Corrientes, Entre Ríos, Misiones e Santa Fé, reunidas pela Liga Federal. A Banda Oriental ficou dividida em quatro repúblicas.
Em 1816 a Banda Oriental foi invadida por Portugal, contando com o apoio das classes altas de Buenos Aires e Montevidéu, que se opunham à liderança de Artigas, que viria a ser derrotado e exilado. Em 1823, o Brasil tornou-se independente e o Uruguai passou a fazer parte do novo reino, sob o nome de “Província Cisplatina”.
Em 25 de Agosto de 1825 foi declarada a independência do Império do Brasil da união das Províncias Unidas do Rio da Prata. Em 1830 estabeleceu-se a primeira Constitución de la República Oriental del Uruguay. No ano seguinte, os charrúas foram aniquilados pelo primeiro governo independente.
A GRANDE GUERRA
Desde 1830 o Uruguai viveu um período de turbulências políticas e guerras civis, ambas derivações do enfrentamento entre o Partido Blanco (ligado aos proprietários de terras e aos federais argentinos) e o Partido Colorado (com idéias liberais e apoiados pelo capital europeu e os unitários de Buenos Aires). Além dos conflitos internos, o país teve que suportar uma constante intervenção da Argentina e Brasil, e em menor escala, da França e Inglaterra, que possuíam interesses na região.
Entre 1839 e 1851 ocorreu a chamada “Guerra Grande”, que começou quando as tropas coloradas, lideradas por Rivera, venceram as blancas de Oribe, o que fez com que Rivera, substituísse Oribe na presidência. Juan Manuel de Rosas, governador de Buenos Aires, aliou-se à Oribe; eles se impuseram na guerra de 1842, quando sitiaram Montevidéu. Assim ficou dividido o país: Montevidéu em mãos do Partido Colorado e, o resto das províncias dominadas pelo Partido Blanco, que formou o Governo de Cerrito, com a capital em Villa Restauración.
Em 1851, no contexto dos constantes ataques brasileiros contra o Uruguai, o governador da província argentina de Entre Rís, Justo José de Urquiza, decidiu aliar-se com o Brasil para invadir o território uruguaio.
Logo após a Guerra Grande, como parte de um plano para evitar os graves danos da pendenga política, o presidente Gabriel Pereyra proibiu em 1857 a reorganização dos partidos políticos. Esta linha de fusão e convivência interna, e neutralidade com relação aos países vizinhos, foi continuada pelos presidentes que se seguiram.
O caudilho Venancio Flores chegou ao poder em 1865, logo depois de aliar-se com o Brasil e a Argentina para derrotar o governo uruguaio. Em seguida, Flores se uniria a ambos países contra o Paraguai, dando lugar à sangrenta Guerra da Tripla Aliança.
DA MODERNIZAÇÃO AOS GOVERNOS MILITARES
Perto do fim do século XIX, começa o processo de Modernização, apoiado na autoridade do militarismo que substituiu o caos político gerado pelos partidos antagônicos. Este período foi reforçado com a chegada de armas modernas e tecnologias de comunicação como o telégrafo que outorgaram aos militares um poder irreversível. Foi nesta época que se consolidou o direito à propriedade privada através de um código rural estabelecido em 1879. Esta época reuniu o progresso em matéria de educação e a canalização para uma economia moderna, e o autoritarismo e o princípio da desocupação.
O Uruguai entrou no século XX com uma democracia consolidada e um alto nível de vida, comparável aos padrões europeus. Nesta ocasião, começou a receber o apelido de “Suiça Americana”.
Na segunda década do século XX foram estabelecidas inúmeras leis de trabalho (a indenização, a jornada máxima de oito horas e 48 horas semanais, a punição contra a utilização de mão de obra infantil, a pensão por velhice, os quarenta dias de repouso para as grávidas), e os serviços públicos que se encontravam em mãos privadas foram estatizados; foram criados institutos de ensino em todas as cidades e foi promulgada a Lei do Divórcio).
Em 1933 o Presidente Gabriel Terra, apoiado pelo Partido Nacional, o Exército e a Polícia, deu um golpe de estado e fechou o parlamento e tirou a liberdade de imprensa. Durante os cinco anos que durou seu governo, Terra implantou um sistema autoritário, conservador, apoiado por uma economia de forte caráter industrial e de obras públicas. A nível internacional, se opôs à União Soviética e aproximou-se da Espanha de Franco.
Um novo período de crise, iniciado em 1959, deu início à uma sucessão de governos civis e militares que se alternavam no poder.
A ÚLTIMA DITADURA E O RETORNO DA DEMOCRACIA
Em Junho de 1973 o presidente Juan María Bordaberry deu um golpe de estado com apoio militar e começou uma ditadura que duraria 12 anos.
Neste período, o Uruguai foi governado por meio da violência estatal, que recorreu de maneira sistemática ao sequestro, a tortura, e ao desaparecimento de pessoas contra o regime. Pelo menos, cem presos políticos morreram em cativeiro e mais de duzentos continuam desaparecidos.
Em 1980 o governo militar convocou um plebiscito para dar legitimidade a sua proposta de reforma constitucional, porém sem permitir que qualquer pessoa que se opusesse tivesse acesso aos meios de comunicação. Todavia, a sociedade votou contra à reforma, o que significou o começo do fim da ditadura.
Em 1984 as eleições democráticas voltam ao cenário, onde triunfou o Partido Colorado. Em 1985 Julio María Sanguinetti assumiu a presidência. Durante os primeiros anos de seu governos, a sociedade foi convocada a votar a respeito da condenação ou absolvição dos responsáveis de crimes de lesa humanidade, ocorridos na última ditadura. Apesar de reunir assinaturas suficientes para um referendo (25% da população), no final decidiu-se não revogar a Lei da Impunidade, ou seja, perdoar os crimes.
Em 2004, Tabaré Vázquez, foi eleito presidente, tendo ganho diretamente no primeiro turno, encabeçando uma coalizão de esquerda de diversos partidos e diferentes frentes. Foi a primeira vez na história do Uruguai em que se elegeu um presidente que não pertencia ao Partido Blanco ou ao Colorado. As eleições de 2009 foram ganhas por Pepe Mujica, candidato de esquerda, um carismático e legendário personagem da política uruguaia. Em 2007 vários militares que ocuparam cargos durante a última ditadura foram processados por violações aos Direitos Humanos.
A SUIÇA GAÚCHA"

Uruguai é o segundo país mais pequeno da América do Sul, depois do Suriname. Entretanto tem grande diversidade geográfica. A costa oeste é permeada pelas águas dos rios Uruguai e da Plata. Do lado leste, é banhado pelo Oceano Atlântico. O interior uruguaio é caracterizado por serras suaves que são conhecidas como “cuchillas” e vales extensos e férteis que favorecem especialmente a atividade agro pecuária. Por encontrar-se em uma região temperada, o clima uruguaio não experiementa variações extremas durante o ano.

O Uruguai é um país de estrutura capitalista com leve intervenção estatal no mercado. Sua principal fonte de receita é proveniente da exportação de produtos agropecuários, com crescente importância da área de serviços, desenvolvimento tecnológico e bens financeiros. O turismo foi durante muitos anos uma fonte de receita importante para o país, visto que sua infraestrutura encontra-se devidamente desenvolvida.

O Uruguai tem uma taxa de crescimento demográfico muito baixa e a população mais longeva da região. A sociedade uruguaia é composta por uma maioria de descendentes de imigrantes europeus mesclada com nativos do lugar. Os descendentes de negros formam uma comunidade importante e de grande influência cultural. Acostumados a lidar com turistas, os uruguaios são considerados gentis e amáveis na hora de prestar ajuda aos visitantes.
La sociedad uruguaya está compuesta por una mayoría de descendientes de inmigrantes europeos mestizados con naturales del lugar”
A cultura uruguaia é uma mescla entre as tradições dos grupos aborígenes que habitavam seu território, a herança de culturas africanas que vinham com escravos dos tempos coloniais e a própria cultura europeia do fim do século XIX.
O tango, nascido em ambas as margens do Rio da Plata, tem grande popularidade no Uruguai e figuras centrais desta arte são oriundas desta terra. O Candombe, surgido nos bairros habitados por descendentes de escravos, é uma ruidosa e colorida mostra da diversidade musical uruguaia. A “Murga” uruguaia é geralmente tocada durante o carnaval e é acompanhada por bailes, máscaras coloridadas e elaboradas coreografias de rua onde destaca-se a alegria de seus participantes.
Montevidéu 34°53′1″S 56°10′55″O
Montevidéu foi fundada em 1723 pelo português Manuel de Freitas Fonseca. Expulsos os lusitanos, foi refundada pelo explorador espanhol Bruno Mauricio de Zabala em 1726. Existe uma controvérsia sobre a origem se seu nome, mas a versão mais comum é a que afirma que se originou da denominação cartográfica “Monte VI de E.a O” usada nos tempos de Colombo. Foi ocupada por espanhóis, ingleses e brasileiros, e à cada invasão, a cidade foi tomando um ar mais cosmopolita e eclético que se pode notar na arquitetura de seu centro histórico e nos emblemáticos edifícios de Montevidéu. Além disso é possível constatar a influência francesa e italiana incorporada pelos diversos processos migratórios que atravessaram Montevidéu. Atualmente, a cidade e seus arredores concentram 1.9 milhões de habitantes, mais da metade da população total do país.
Colonia de Sacramento 34°28′11″S 57°50′48″O
O forte de Colônia do Sacramento foi fundado pelo lusitano Manuel de Lobo em 1680, num intento dos portugueses em dominar a saída do Rio da Plata. Em agosto de 1860 a cidade foi recuperada pelos espanhóis e logo restituída em maio do ano seguinte. Nos anos vindouros a cidade passou por britânicos, espanhóis e lusitanos até 1828 quando passa a fazer parte do novo estado uruguaio. A fortaleza que domina a cidade revela seu passado turbulento. Seu casco histórico ainda conserva a maior parte da construção de tempos coloniais. Ele foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.
Punta del Este 34° 58′ 43″ S 54° 55′ 59″ O.
A península de Punta del Este, situada a uns 7 km da cidade de Maldonado, é uma das mais exclusivas e conhecidos da América Latina. Foi visitada pela primeira vez pelo conquistador espanhol Juan Díaz de Solís em 1516. Em 1843 foi vendida aos irmãos ingleses Samuel Alexander Lafone para a exploração das colônias de lobos marinhos e salgados, projeto que logo abandonaram para colonizar as Ilhas Malvinas. Em 1907 começou a ganhar fama como balneário de classes altas e na década de 50 os setores mais afluentes da Argentina começaram a construir grandes casas de veraneio. Todos os anos, recebe mais de um milhão de visitantes, a maioria uruguaios, argentinos e brasileiros. Junto à sua costa encontra-se a maior colônia de lobos marinhos da América do Sul.
Salto 31° 23′ 18″ S, 57° 57′ 38″ O
Situada à 498 kilômetros ao norte de Montevidéu, sobre a costa do Rio Uruguai, encontra-se a cidade de Salto. Os primeiros assentamentos na zona se deram no ano de 1756, quando o exército espanhol chegou à zona na intenção de frear o avanço dos portugueses sobre a Banda Oriental. Anteriormente na região, havia um paradeiro jesuíta denominado Ytú, palavra guarani para as cachoeiras, ou quedas de água. Foi exatamente a presença dessas cachoeiras que impediram que as expedições subissem o rio além deste ponto dando assim oportunidade à cidade para desenvolver-se como ponto de chegada para as rotas fluviais. Em 1811 a cidade de Salto assistiu à chegada do libertador uruguaio José G. Artigas acompanhado por 10.000 seguidores militares e civis em sua rota desde o território argentino, fato conhecido como “Êxodo Oriental”. Atualmente a cidade recebe a visita de milhares de turistas que vêm especialmente disfrutar de suas famosas águas térmicas.
O Uruguai tem uma sólida tradição de atenção com o turista, tendo uma oferta de vôos variada e que é complementada pelas originadas no Brasil e Argentina. As estradas internas são seguras e bem sinalizadas. Alguns trechos são cobertos por rodovias onde é cobrado pedágio. As cidades tem rodoviárias de onde partem serviços regulares de ônibus que cobrem todo o território nacional.

Parrillada: Uruguai produz carne bovina de alta qualidade, reconhecida mundialmente. A diferença dos outros países da região é que os uruguaios assam a carne sobre brasas de lenha ao invés de carvão. Predominam os cortes de carne de boi, apesar de comumente cozinharem entranhas, vísceras e pedaços de ave e porco. Outra particularidade da cozinha uruguaia é o uso da carne de javali, ñandú, pato e coelho. (dica: como em outras partes da América Latina, é melhor informar-se sobre o tipo de vísceras antes de consumi-las, já que algumas pessoas podem se surpreender ao comer testículos, orelhas, cérebros, intestinos e outros órgãos animais em seus pratos). O consumo de carne de cavalo é atualmente proibido em todo o Uruguai.
Chivito: Trata-se de um dos pratos mais conhecidos da cozinha uruguaia. Consiste de um sanduíche de lombo de boi, com batatas fritas, maionese de batata (localmente conhecida como salada russa), pedaços de bacon, pimentão assado, alface, queijo derretido, tomate e beterraba. (dica: ainda que o nome se refira a carne de cabrito, o chivito uruguaio é preparado com carne de boi. Alguns restaurantes oferecem variações próprias deste prato.)
Empanadas: A empanada uruguaia pode ser preparada com recheio de carne, frango e diferentes ingredientes, e são cozidas no forno ou fritas na gordura ou óleo. O Uruguai possue variações próprias deste prato tão difundido pela América Latina. A mais criativa são as preparadas com recheio de doce de leite, ricota ou marmelada, feitas para sobremesa.
Pamplona: Derivada da influência dos imigrantes vascos, a Pamplona é um dos clássicos da cozinha uruguaia. Consiste em enrolados de carne de boi, cordeiro, frango ou porco recheado com presunto, bacon, pimentões, queijo, ovos e adereços. O enrolado é colocado em uma panela com um preparo de entranha de boi ou de cordeiro. A Pamplona é assada como churrasco, ao forno ou frita em óleo, apesar do mais comum ser a primeira opção.
Bebidas típicas
Mate: o costume de beber infusão de erva mate chegou ao Uruguai em um de seus pontos de desenvolvimento mais complexo. Tal é a paixão dos uruguaios pela bebida que é comum ver os “locais” com suas garrafas térmicas e mate (geralmente cuias de madeira) consumindo pelas ruas enquanto dirigem seus carros, e até mesmo enquanto andam de bicicleta. Os uruguaios desenvolveram métodos próprios para colocar a erva na cuia, para servir água quente e elaboradas técnicas para extrair o melhor sabor e rendimento de cada mate. (dica: os uruguaios são especialistas em tomar o mate enquanto fazem alguma atividade. Pedir a um motorista ou enfermeiro que deixe de tomar seu mate enquanto trabalha pode ser considerado uma ofensa).
Grappamiel
A mistura de cachaça e mel é muito apreciada pelos uruguaios. Seu consumo vêm de tempos coloniais. É tomada em pequenas taças servidas em mesas e balcões de todos os bares e armazéns. Tem pouca concentração alcoólica.
Los uruguayos asan la carne sobre brasas de leña en lugar de utilizar carbón”
• Uruguai possue um programa de devolução de impostos para os visitantes estrangeiros. É aplicado na compra de produtos alimentícios, peles, bebidas e artigos artesanais.
• o carnaval uruguaio é um dos mais populares do continente, além de permitir uma grande interação entre público e artistas. Dura 40 dias e é celebrado nos meses de fevereiro e março. O desfile de Montevidéu é o mais numeroso, mas não é o único, já que a maioria das cidades tem agenda própria durante o carnaval.
• O cidadão uruguaio está acostumado a interagir com o turista, portanto é bastante amável. Por tratar-se do país com mais alto índice de alfabetização comprovado, sua população costuma ser muito útil para o visitante necessitado de informação.
• O país atravessa uma crise com a segurança, portanto é recomendado ao turista tomar precauções normais com seus objetos de valor.
• O Uruguai não exige visto aos visitantes estrangeiros, porém exige passaporte para realizar trasações e processos oficiais. Os turistas vindos de países vizinhos apenas necessitam de documento de identidade para entrar e sair.
• O Uruguai é o país latino americano com melhor rede de água potável em todo o seu território.
• A excessão de alguns anfíbios e aracnídeos venenosos, não existem riscos com animais para o turista.
• O Uruguai é rival da Argentina no que diz respeito ao tango. A arte tanguera uruguaia está à altura de seus vizinhos rioplatenses e é possível visitar salões de baile ou ouvir grupos de tango por todo o país.
Colonia
Faro de Colonia
Desde que fuera inaugurado en 1857 el Fao de Colonia de Sacramento de 34 metros de altura ha guiado a miles de naves por las peligrosas aguas que rodean a la ciudad.
Portón del Gobernador
Las ruinas de la que fuera la residencia del gobernador en tiempos coloniales, ofrece la posibilidad de explorar la arquitectura y costumbres de la era española.
Basilica del Santísimo Sacramento
La iglesia más antigua del Uruguay ha sobrevivido por siglos a las invasiones y ataques que se abatieron sobre Colonia.
Plaza de Toros
Construida en 1910, la Plaza de Toros de Colonia tiene una capacidad para 10.000 espectadores. Aunque hace mucho tiempo que fueron prohibidas las corridas taurinas en Uruguay, este magnífico edificio se ha conservado como testimonio de épocas pasadas.
Bastión de San Miguel
El Bastión de San Miguel forma parte de la muralla defensiva que construyeron los portugueses en 1745. fue construido con piedras del lugar y cubría la zona desde dónde era más probable un ataque naval.
Ruinas del Convento de San Francisco
Las ruinas mas antiguas de Uruguay se encuentran en Colonia y pertenecieron a un antiguo recinto religioso construido en 1694. Destruido por un incendio en 1704, fue reconstruido parcialmente como asilo para viajeros
Puerta de la Ciudadela
La Puerta de la Ciudadela permitía acceder al fuerte que defendía a la ciudad de Colonia de Sacramento.
Montevideo
Cabildo de Montevideo
El edificio construido en 1804 fue el sitio donde se proclamó la primera Constitución de Uruguay. Sucedió en 1830, cuando la Banda Oriental se declaró emancipada de España y de Las Provincias Unidas del Río de la Plata.
Catedral de Montevideo
El actual edificio de la Catedral montevideana fue construido en 1790 sobre una antigua iglesia de ladrillos. Es el templo católico mas importante del país.
Palacio Salvo
Ordenado por los hermanos Angel, José y Lorenzo Salvo al arquitecto Mario Palanti, fue desde su inaugración en octubre de 1928 uno de los edificios mas altos de Sudamérica. Palantia construiría mas tarde en Buenos Aires un edificio similar, el Barolo. Ambos edificios poseen potentes faros en su cima que se divisan mutuamente al estar encendidos.
Estadio Centenario
El mítico Estado Centenario tiene el privilegio de ser el primero en el que se disputó una final de la copa del Mundo de Fútbol. Fue en 1930 y en aquella ocasión el equipo de Uruguay se coronó campeón al vencer a sus pares argentinos por 4 a 2.
Paraninfo
El Paraninfo es un tradicional sitio de reuniones, conciertos y marchas políticas. El 17 de agosto de 1961, un grupo de desconocidos disparó contra los participantes de un acto que tenía al guerrillero cubano argentino Ernesto Che Guevara como orador principal. El profesor Arbelio Ramírez cayó bajo las balas de los sicarios.
Penal de Punta Carretas
El Penal de Punta Carretas era el presidio donde purgaban sus penas los prisioneros politicos y guerrilleros del movimiento Tupamaros. el 8 de septiembre de 1971, 106 tupamaros y 5 presos comunes se dieron a la fuga en una de los escapes mas numerosos llevados adelante hasta el momento.
Castillo Pittamiglio
El Castillo Pittamiglio es uno de los más famosos y curiosos de la ciudad. Diseñado por el arquitecto Humberto Pittamiglio, el edificio inagurado a comienzo del siglo XX cuenta con corredores laberínticos que en ocasiones no conducen a sitio alguno. Su fachada asemaja a un buque e incluso exhibe un mascarón de proa en cuyo extremo se ha colocado una estatua de la Victoria de Samotracia.
Fortaleza del Cerro
Antiguo recinto que defendió a la ciudad durante los siglos pasados. Construido en 1809 por orden de los españoles, el bastión en forma de pentágono domina la ciudad desde el cerro de 135 metros de altura. En la actualidad es la sede del Museo Artigas.
Casa de Gardel
Luego de lograr notoriedad mundial, el cantante Carlos Gardel compró esta propiedad en Montevideo para construir su residencia.