República Bolivariana de Venezuela


Nome Oficial
República Bolivariana de Venezuela
Habitantes
Venezulanos
Capital:
Caracas
Língua Oficial
espanhol
População
30.102.382 (est. 2010)
Presidente
Hugo Rafael Chávez Frías
Prefixo internacional
0058
Fuso horário
UTC -4:30
Moeda
Bolívar
Outros grandes centros urbanos
Maracaibo, Valencia, Maracay, Barquismeto, Ciudad Guayana e Maturín
superfície
916.445 Km2 (Desde 1899 a Venezuela reivindicou como seus 159.500 Km2 do território da Guiana, mais da metade da superfície da colônia previamente conhecida como Guiana Inglesa)
Geografia e clima
A Venezuela se divide em regiões extremamente diferentes em sua topografia e clima
Economia
A Venezuela é uma nação que desde a década de 30 depende quase por completo da produção e exportação de petróleo
O que vestir
dicas
Feriados nacionais: 19 de abril, 1 de maio, 24 de junho, 5 e 24 de julho e 12 de outubro.
Locais essenciais
Caracas, Maracaibo, Mérida, Colonia Tovar


 
  
 
 
 

VENEZUELA: PRAIAS, PETRÓLEO E REVOLUÇÕES

Todo mundo fica deslumbrado ao descobrir a Venezuela, tal como ocorreu com Cristóvão Colombo quando desembarcou pela primeira vez no continente americano. Percorrer seu litoral ou adentrar sua planície é como atravessar uma história de revoltas e heróis, tal como fez Simón Bolívar, e pisar o solo em que ele sonhou com uma América unida. Este mesmo solo de onde brotou o petróleo que mudaria sua história. Uma história que até hoje é escrita com agitação, veemência e a alegria de um povo que luta por um futuro próspero.

O DESEMBARQUE DE CRISTÓVÃO COLOMBO



A presença de povos da era paleolítica em território venezuelano remonta, pelo menos, do ano 5.000 AC. As primeiras tribos com certo desenvolvimento cultural foram os chibchas na região central, os arauaques na amazônia, os timotes huicas na região dos Andes e os carijós, no litoral.
O contato com os europeus deu-se a partir da terceira viagem de Cristóvão Colombo à América no ano de 1498. O descobridor da América pisou pela primeira vez em terra firme no continente na Venezuela. Em seguida subiu o Orinoco e, em sua volta, explorou desde o litoral até Isla Margarita. A primeira expedição que explorou a Venezuela estava a cargo de Alonso de Ojeda, um ano depois da chegada de Colombo. Uma das hipóteses acerca da origem do nome da Venezuela é a de que, Ojeda após sua viagem e tão impressionado com as casas dos índios construídas no meio da água, lembrou-se da cidade de Veneza, portanto teria batizado aquela terra como “Venezuela”, ou seja, uma pequena Veneza.
Após vencer a resistência dos grupos indígenas, muitas vezes feroz, os espanhóis criaram em 1501 a Governadoria de Coquibacoa, que foi mudando de nome e extensão até transformar-se, em 1717, em parte do Vice-Reinado de Nova Granada, juntamente com os territórios da Colômbia, Equador, Panamá e parte do Brasil e Peru.
Em 1528 o rei espanhol Carlos V fez um acordo com banqueiros alemães sobre a conquista e exploração destas terras. Os alemães chegaram ao povoado de Coro em 1529, levados por Ambrosio Alfinger, tido como um dos conquistadores mais cruéis daquela época. Fundaram em seguida, um assentamento em Maracaibo, depois de uma série de batalhas sangrentas contra os Coquivacoas, índios da região. Batizaram o assentamento Nova Nuremberg, nome que os espanhóis mudaram para Maracaibo quando os alemães abandonaram a Venezuela devido ao cancelamento dos acordos com a Coroa espanhola.
No fim do século XVI, com o começo da exploração do ouro, a escravidão foi introduzida; primeiro com indígenas nativos e logo depois, com negros africanos. Porém a atividade não chegou a ter muita relevância se comparada com a exploração de ouro e prata que os europeus conseguiam em outros Vice-Reinados. A principal atividade venezuelana era a pecuária.

 



A ERA BOLIVARIANA E A BUSCA PELA INDEPENDÊNCIA


Em 1742 o país conseguiu por primeira vez sua autonomia como Capitania Geral da Venezuela. Durante o período colonial, passou por numerosas rebeliões indígenas, entre as quais destaca-se a insurreição do cacique Guaicapurom, e constantes ataques de corsários ingleses interessados em abastecer-se no litoral de suas cidades e depredar suas riquezas.
A primeira tentativa de independência foi liderada pelo escravo negro José Leonardo Chirino em 1795, porém sua proclamação republicana foi prontamente aplacada pelos exércitos realistas. O intelectual crioulo Francisco de Miranda tentou dois outros levantes independistas em 1806. As expedições militares partiram do Haiti e foram lideradas por Miranda. Apesar de contarem com o apoio dos britânicos, resultaram em fracasso devido à pronta reação das tropas espanholas.
Em 19 de Abril de 1810, os crioulos caraquenhos destituíram o governador espanhol e proclamaram um governo independente sob o comando de Miranda. A primeira república terminou em Julho de 1812, quando o governo patriota rendeu-se diante das tropas espanholas.
Em 1813 o militar Simón Bolívar retornou do exílio em Curaçao comandando um contingente de tropas e conseguiu libertar Caracas após uma árdua campanha militar. A Segunda República caiu devido a uma rebelião de grupos realistas locais em Agosto de 1814. Bolívar voltaria à Venezuela no final de 1815. Com algumas centenas de homens que havia conseguido reunir durante seu exílio em terras haitianas, desembarcou na Ilha Margarita e a livrou da presença espanhola. Ao pisar em terra firme, sofreu uma grande derrota. Regressou no ano seguinte com um novo exército patriota e conseguiu avançar por terra com o crescente apoio da população local. Nos anos posteriores, as forças independistas conseguiriam avanços constantes sob a liderança de Bolívar. A batalha decisiva foi travada em Carabobo em 24 de Junho de 1824. O triunfo patriota destruiu o último exército realista no norte da América do Sul e após a batalha naval do Lago de Maracaibo em 1823, o poderio espanhol foi totalmente banido.

 

 



UMA GUERRA CIVIL E UMA FEDERAL


A Venezuela passou a fazer parte da Grande Colômbia, o grande estado que englobava os territórios da Colômbia, Equador e Panamá.
Em meados de 1820 começaram a entrar em ação na Venezuela os movimentos separatistas, em princípio divididos em dois grupos: os seguidores do líder José Antonio Páez e os de Bolívar. Ambos os grupos queriam a independência do governo de Bogotá. Logo após Páez ser suspenso de seu cargo pelo governo central, por “extrapolar suas funções”, o movimento “La Cosiata” foi criado, e Páez foi nomeado como Chefe de Departamento da Venezuela.
Para evitar aprofundar ainda mais o conflito, o que poderia haver resultado numa guerra civil, Bolívar confirmou Páez em seu cargo e reconheceu seu poder, em seguida instalando-se em Bogotá onde um grupo radical tentou assassiná-lo. No ano seguinte, uma assembléia popular decidiu não reconhecer a autoridade de Bolívar, com a intenção de conseguir a separar-se da Colômbia.
Em 1830, Bolívar fez seu último esforço para unir a Grande Colômbia: convocou um Congresso Constituinte, liderado por Sucre. A Constituição redigida foi aceita pela Venezuela. Bolívar renunciou ao cargo de Presidente da Grande Colômbia e morreu no mes de Dezembro. Sucre havia sido recentemente assassinado.
Em Abril de 1831, um grupo de independistas conservadores liderados por Páez declarou a separação da Venezuela. Nos anos seguintes, o país experimentou um período de auge e relativa calma política. Porém, poucas décadas depois, o país encontrava-se marcado por conflitos entre liberais e conservadores, disputas que terminaram na conhecida Guerra Federal.
Os liberais baseavam seus idéias nos princípios de liberdade e igualdade, enquanto os conservadores pretendiam manter intacta a ordem social vigente desde a época da colônia, o que implicava, entre outras coisas, na escravidão. O triunfo dos liberais foi coroado com a nomeação de Juan Crisóstomo Falcón como Presidente da República e a assinatura do Tratado de Coche em 1863, que pôs um ponto final nas hostilidades. Logo depois da guerra, os liberais e conservadores se alternaram no poder por mais de duas décadas.
Em 1899 o levante militar conhecido como Revolução Azul, liderada por Cipriano Castro, ocorreu, o que fez com que o então Presidente Ignacio Andrade ascendesse ao poder.

 



O COMEÇO DA ERA DO PETRÓLEO


Em 1808 o Vice-presidente Juan Vicente Gomez, amigo pessoal e parente do Presidente Castro, dá um golpe de estado e ascende ao poder, que não abandonaria até sua morte em 1936.
A partir da década de 1910, o país se transforma, a partir do início da exploração dos imensos campos de petróleo venezuelanos. Ao mesmo tempo em que a chegada de milhões de estrangeiros atraídos pela abundância da riqueza ocorre, entra em andamento uma reforma institucional que ampliou as liberdades públicas, é criado um Exército profissional e uma estrutura de governo centralizada. Tudo isto ajudou a manter o equilíbrio do país diante da drástica transformação originada pela renda gerada pela indústria petroleira.
Em 1945 outro golpe militar aconteceu, desta vez, levado a cabo por partidos da oposição apoiados pelos militares, e instaurou-se a chamada Junta Revolucionária do Governo, formada por quatro civis e dois militares. Dois anos depois celebram-se as eleições legislativas, mediante o voto secreto, direto e universal, nas quais sai vencedor o Partido da Ação Democrática, que convocou eleições presidenciais. Destas eleições, sai ganhador Rómulo Gallegos, que seria derrubado pelos militares em poucos meses de governo.
No começo dos anos 50, logo após sucessivos golpes e governos democráticos de pouca representatividade, o general Marcos Pérez Jiménez chega ao poder, um líder populista que governou de 1952 a 1958 por meio de grupos para-militares, discursos cheios de demagogia e a perseguição de opositores. Simultaneamente impulsionou um forte projeto de construção e investimento em infraestrutura.
Em 1958, Pérez Jiménez foi derrotado por uma revolta popular e uma Junta de Governo encarregou-se da transição. Esta Junta de Governo impôs o chamado Plano de Emergência, através do qual pagavam um salário e davam emprego a todos os trabalhadores e camponese que buscassem.
Começou um período político em que os tres partidos maioritarios se alternam no poder até 1989.

 

 



O “CARACAZO” E O SOCIALISMO DO SÉCULO XXI


Em Fevereiro de 1989 aconteceu o “Caracazo”, uma revolta massiva dos setores urbanos contra as políticas de ajuste do presidente Carlos Andrés Pérez. A utilização de políticas liberais no intento de frear a recorrente crise econômica venezuelana teve como consequência uma década de instabilidade e risco de uma revolta social. Em 1998, o nacionalista Hugo Chávez Frías triunfa nas eleições presidenciais, um ex-militar que havia ganho notoriedade em Fevereiro de 1992 ao liderar uma rebelião contra o Presidente Rafael Caldera. Depois de dois anos encarcerado, foi beneficiado por uma anistia presidencial.
Desde o momento em que assumiu o poder, Chávez começou a implementar medidas de corte nacionalista e adotar uma postura de claro confronto com os Estados Unidos. Ademais, aproximou-se do regime socialista cubano e daqueles governos em confronto com a super-potência norte americana. O “Socialismo do Século XXI”, como chama o Chefe venezuelano a seu programa de reformas, aconteceu com uma nítida intenção de hegemonizar o cenário político, respaldado com o apoio recebido pelas camadas mais populares, mais favorecidas por suas medidas.
Em 11 de Abril de 2002, um grupo de empresários e militares conseguiu tirá-lo do poder por algumas horas, fazendo-o refém. Porém a reação de seus seguidores fez com que o golpe fracassasse diante da certeza que a tensão acabaria terminando em uma guerra civil. O ex-militar voltou ao poder nas eleições seguintes por uma ampla margem de votos e aprofundou ainda mais o processo de reformas com a intenção de transformar o sistema político venezuelano numa variante moderna de socialismo.

 



PRAIAS, PETRÓLEO E REVOLUÇÕES"
 




5000 A.C - 1000 A.C
999 A.C - 500 D.C
501 D.C - 1450 D.C
1451 D.C - 1780 D.C
1781 D.C - 1900 D.C
1901 D.C - 1950 D.C
1951 D.C - Atualidade
 
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