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Hoje na história

13.Jan.1935

Nasce o humorista Renato Aragão, o eterno Didi Mocó de Os Trapalhões

Eu sou o cara mais mal-humorado do mundo. Sou tímido, chato e ranzinza. Não gosto que me achem engraçado na rua. As pessoas olham para mim, começam a rir e eu fico furioso. Renato Aragão

O humorista Renato Aragão, consagrado como o eterno Didi Mocó, de Os Trapalhões, nasceu no dia 13 de janeiro de 1935, em Sobral (CE). Além de humorista, Renato Aragão também é diretor, produtor, dublador, escritor, apresentador, cantor e historiador. Antes de se tornar famoso, formou-se em Direito, pela Universidade Federal do Ceará em 1961.

O início de sua carreira artística aconteceu aos 24 anos, quando venceu um concurso para trabalhar na TV Ceará. Pouco tempo depois, estava trabalhando como ator. Em 1964, mudou-se para o Rio de Janeiro e entrou para a TV Tupi, em São Paulo, para trabalhar no humorístico “A E I O URCA”. Dois anos depois, foi para a TV Excelsior, onde criou seu próprio programa “Os Adoráveis Trapalhões”, que também contava com Wanderley Cardoso, Ivon Cury e Ted Boy Marino.

Após idas e vindas entre outros programas humorísticos, Renato nunca esqueceu seu projeto e, em 1974, já de volta à Tupi, fez a estreia de Os Trapalhões, ao lado de Dedé Santana, Mussum e Zacarias. Era o início de uma jornada de sucesso, que mudaria a vida de todos os comediantes. Três anos depois, em 1977, o programa fazia sua estreia na Rede Globo, exibido antes do Fantástico, aos domingos. Os Trapalhões acabaria se tornando um fenômeno de popularidade e audiência no Brasil, figurando inclusive no Guinness Book - o livro dos recordes - como o humorístico de maior duração da televisão, com 30 anos de exibição. O grupo também gravou vários filmes, alguns premiados internacionalmente, como Os Vagabundos Trapalhões e O Cangaceiro Trapalhão e Os Trapalhões e a Árvore da Juventude.

Sou uma pessoa séria, tímida. Quando menino, demorava mais de um ano para fazer um amiguinho. Renato Aragão

Com a morte dos seus companheiros de programa, Zacarias (1990) e Mussum (1994), Renato Aragão decidiu ficar afastado da TV por um período. Em 1998, estreou um programa inédito, A Turma do Didi, com formato diferente, na Rede Globo.

Além do seu lado artístico, Renato Aragão também mostrou preocupação com seu papel social. Em 1991, tornou-se representante especial e embaixador da UNICEF pela infância brasileira e foi condecorado chanceler da Ordem do Rio Branco. O comediante também já mostrou seu caráter religioso em dois acontecimentos marcantes. Em 1991, escalou o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, para beijar a mão da estátua e, em 1999, fez uma caminhada de São Paulo a Aparecida, levando uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, para pagar uma promessa feita à santa. Renato Aragão é casado com a esposa e fotógrafa Lílian Taranto, com quem teve uma filha, Lívian (nascida em 1999). Ele também é pai de outros quatro filhos do seu primeiro casamento (1957-1991), com Marta Rangel: Paulo (1960), Ricardo (1962), Renato Jr. (1968), e Juliana (1977).

A primeira vez em que cantei no coro da igreja, metade dos fiéis mudou de religião.
Renato Aragão

 

 

Imagem: via Wikimedia Commons