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MAIAS

Cientistas desvendam mistério por trás do fim da civilização maia

Cientistas finalmente descobriram o que causou o colapso da civilização maia, há cerca de mil anos. Durante anos, pesquisadores acreditaram que a seca estava por trás do fim daquele povo, mas não havia evidências suficientes para comprovar a tese. Agora, com o uso de novas tecnologias, a teoria foi confirmada.

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Na década de 1990, pesquisadores investigaram mudanças nos índices de isótopos de oxigênio em conchas encontradas no Lago Chichancanab, na Península de Iucatã, no coração de onde ficava a civilização maia. Esse estudo indicou que os últimos anos dos maias haviam realmente sido de seca. Mas os cientistas não tinham dados do que houve antes e depois desse período para fazer uma comparação.

Agora, um novo estudo publicado pela revista Science afirma que realmente houve uma mudança climática dramática na América Central na época dos maias. Nicholas Evans, da Universidade de Cambridge, mediu isótopos de oxigênio e hidrogênio em moléculas de água armazenadas em sedimentos de gesso coletados no solo do lago. Ele e sua equipe concluíram que houve um grande declínio do índice de chuvas durante um período de 400 anos.

O estudo apontou que o índice pluviométrico chegou a despencar cerca de 70% durante esse período. De acordo com os pesquisadores, a seca deve ter provocado um efeito drástico na agricultura dos maias. Além de desvendar o mistério do fim daquela civilização, a pesquisa serve de alerta sobre as consequências que mudanças climáticas podem ter para a humanidade. 


 Fonte: IFLScience

Imagem: Dave Primov / Shutterstock.com